O mês de dezembro, além de toda beleza e força de suas festas natalina, traz para São Brás do Suaçuí, suas melhores datas. Duplo aniversário acontece: nascimento e maioridade.
               “Em 22 de dezembro de 1713, Suaçuí foi dado em sesmaria por D. Brás Balthazar da Silveira a João Machado Castanho” (do Livro: “Traços Genealógicos”, de Artur Campos – Cidade de Entre Rios de Minas). Nota confirmada pela carta de D. Brás Balthazar da Silveira contida na Revista do Arquivo Público Mineiro, ano IV – fascículo I e II de janeiro a junho de 1890, p. 156. Neste 22 de dezembro, portanto, São Brás do Suaçuí, completou 284 anos de fundação.
               A referida carta é uma verdadeira certidão de nascimento de São Brás do Suaçuí.
               “ Dom Brás Baltasar da Silveira........................................................
               Faço saber aos que esta carta de Sesmaria virem que tendo consideração a me representar João Machado Castanho, morador na cidade de São Paulo que tendo ele suplicante fabricado sitio em umas terras devolutas que estão no caminho novo que vem da Vila de São João Del Rei para estas Minas Gerais, na paragem chamada Suaçuí deseja viver no dito sítio com a sua família para o que impedia lhe fizesse mercê de algumas terras que ficam juntas ao dito sítio e visto o seu requerimento e entendendo a que é mui conveniente que se povoem e cultivem as mesmas terras, hei por bem fazer mercê ao suplicante em nome de sua majestade de uma légua de terras em quadra na sobredita paragem a qual fará pião no sítio da vivenda do suplicante donte correrá para todas as partes até cerrar o quadro da dita légua com declaração que não prejudicará as terras que dentro dela cultivarem quaisquer moradores os quais também não poderão alargar-se nem tomar mais terras que as que ao presente cultivam, e quando o suplicante tenha direito para expulsar, o não fará senão pelos meios ordinários sem usar de violência alguma e será obrigado a cultivar e povoar nas ditas terras, e na mesma forma que os outros. Com data de 22 de dezembro de 1713 – O secretário – Manoel de Afonseca a fez escrever – D. Brás Baltasar da Silveira.”
               Outra data chave para nosso município é 12 de dezembro. Data de sua emancipação política. Em 12 de dezembro de 1997, São Brás do Suaçuí completou 44 anos de emancipação política.
               A Presença da Igreja Católica é forte na vida de São Brás. Como praticamente todas as cidades deste tempo, também esta tem suas origens ligadas à presença evangelizadora da Igreja na época do Brasil Colônia. Em nota histórica de D. Oscar de Oliveira no livro de Tombo da Paróquia de São Brás podemos encontrar:............. “bem anos antes de 1738 já se faziam batizados em São Brás do Suaçuí, conforme se lê nos livros de Batismo de Congonhas” (Livro do Tombo. N° 2, p.73 – Paróquia de São Brás).
               O patrimônio da Capela de São Brás foi constituído por doação de Amador de Souza da Guarda, em 13 de abril de 1728 por escritura passada em Vila Rica, hoje Ouro Preto, como se pode ver em documento arquivado na cúria de Mariana: “Escritura de Nota e patrimônio, que por Amador de Souza da Guarda, morador na Paraopeba, a uma Capela de São Brás, construída no Suaçuí do Rio das Mortes.....” Com data de 19 de outubro de 1753. Em 19 de outubro de 1753 foi registrado um documento de construção da Capela de São Brás do Suaçuí, filial de Congonhas do Campo. Certamente uma reconstrução, uma vez que documentos anteriores indicam a presença da Igreja em tempos bem anteriores. Como vimos acima (cf. Anotação de D. Oscar de Oliveira, Livro do Tombo, n° 2, Paróquia de São Brás). Inicialmente, São Brás do Suaçuí ficou pertencendo a Congonhas do Campo. Com a criação da Paróquia de Nossa Senhora das Brotas de Entre Rios de Minas, em 14 de junho de 1832, São Brás do Suaçuí passou a pertencer àquela Paróquia. A criação da Paróquia de São Brás aconteceu em 1° de junho de 1850, por Lei Mineira n° 471. Sendo seu primeiro pároco o Pe. José Bonifácio Teixeira Campos. A presença da Igreja Católica, portanto às origens de São Brás (1713-1728); a Paróquia completa neste anode 2006, 156 anos.

               Neste período de paróquia, São Brás do Suaçuí contou com a presença de 26 párocos.
                 1° Pe. José Bonifácio T. Campos – 1850 a 1909;
                 2° Pe. Francisco Theóphilo Rodrigues Chaves – 1907 a 1912;
                 3° Pe. José Fernandes Álvares – 1911 a 1912;
                 4° Pe. Pedro P. Fernandes – 1912 a 1923;
                 5° Pe. Antônio Gaspar de Souza Coutinho – 1924 a 1931;
                 6° Pe. Oscar F. da Silva – 1931 a 1933;
                 7° Pe. José de F. Pacis – 1933 a 1936;
                 8° Pe. Luiz A. Gomes – 1936 a 1940;
                 9° Pe. Claudionor Tavares – 1940 a 1945;
               10° Pe. Clemente Doroszenskn – 1945;
               11° Pe. Antônio F. Mota – 1945 a 1948;
               12° Pe. Abeilard F. de Oliveira – 1949 a 1954;
               13° Pe. José M. Matias – 1954 a 1958;
               14° Côn. Modesto Paiva – 1958 a 1966;
               15° Pe. Claudionor Tavares – 1966 a 1974;
               16° Pe. Brás Morais Silva – 1974;
               17° Pe. José Belvino do Nascimento e Pe. José Bosco de Resende
                      (Padres de Entre Rios e Jeceaba) – 1974 a 1977;
               18° Pe. Gervásio Cunha – 1977 a 1978;
               19° Pe. Maurício Peters – 1978 a 1985;
               20° Pe. Antônio Eustáquio Barbosa e Pe. José Bosco de Resende
                      (Padres de Entre Rios e Jeceaba) – 1985 a 1991;
               21° Pe. João F. da Silva – 1991 a 1993;
               22° Pe. Luiz Carlos Fernandes – 1993 a 1999;
               23° Pe. Magno José Raimundo Murta – 1999 a 2004;
               24° Pe. Luiz Antônio Reis Costa – 2004;
               25° Pe. João Francisco Xavier – 2004 a 2011;
               26° Pe. Lúcio Álvaro Marques - 2011.

               A Sesmaria de Suaçuí foi doada pelo Governador D. Brás Balthazar da Silveira a João Machado Castanho, em 22 de dezembro de 1713. A sesmaria do Brumado ( Entre Rios de Minas) foi doada por D. Brás Balthazar da Silveira a Pedro Domingues em 20 de dezembro de 1713.

(CF. Notas de D. Oscar de Oliveira, Livro de Tombro, N° 2, Paróquia de São Brás)
Publicado no mês de nov/dez 1997
Jornal “ Nascentes” – São Brás do Suaçuí/MG









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